segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Concurso público - UFF - professor adjunto - 1 vaga - inscrição até 28/10/2012



O Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal Fluminense (UFF) está com inscrições abertas para vaga de professor adjunto em regime de 40 horas e dedicação exclusiva. Informações sobre o concurso podem ser encontradas no seguinte link:

https://sistemas.uff.br/cpd/concurso/informacoesPublicaConcurso.cpd

As inscrições estão abertas, vão até o dia 28/10/2012, e podem ser feitas via internet no seguinte endereço: https://sistemas.uff.br/cpd/.

O concurso consistirá de três etapas (prova de conteúdo, prova didática e prova de títulos). A prova de conteúdo será dividida em duas avaliações: uma prova escrita, correspondente a 40% da nota de conteúdo, e uma prova prática, que consistirá na elaboração e apresentação de projeto de pesquisa na área de Sistemas de Energia Elétrica, a qual representará 60% da nota de conteúdo.

A elaboração e apresentação de projeto de pesquisa têm por objetivo identificar candidatos com perfil para desenvolvimento de pesquisas na área de Sistemas de Energia Elétrica visando consolidar os grupos de pesquisa existentes. O Departamento de Engenharia Elétrica vem passando por um processo de renovação e mudança de perfil, e neste sentido, consideramos fundamental o aproveitamento de candidatos com capacidade para alavancar nossas atividades de pesquisa visando a criação em futuro próximo de um Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica.

A ementa e bibliografia do concurso seguem abaixo:

EMENTA:
1 - Aplicação de elementos passivos em circuitos; 2 - Análise de circuitos CC em regime permanente e transitório; 3 - Aplicação de filtros; 4 - Métodos de análise em circuitos elétricos; 5 - Sistemas polifásicos; 6 - Potência e energia; 7 - Análise de circuitos CA em regime permanente e transitório; 8 - Quadripolos; 9 - Análise de circuitos no domínio da frequência; 10 - Circuitos magnéticos.

BIBLIOGRAFIA:
1 - Introdução à Análise de Circuitos, R.L. Boylestad, 12a. Edição, Pearson, 2012; 2 - Circuitos Lineares, C.M. Close, LTC, 1990; 3 - Circuitos Elétricos, V.C. Meirelles, LTC, 2007.

A definição de ementa e bibliografia básicas tem por objetivo permitir que candidatos com atuação em diferentes linhas de pesquisa na área de Sistemas de Energia Elétrica possam participar do concurso.

O Departamento de Engenharia Elétrica da UFF está localizado no Campus da Praia Vermelha no bairro de São Domingos em Niterói, RJ. A cidade de Niterói apresenta o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do Estado do Rio de Janeiro e o terceiro maior do Brasil, oferecendo uma ampla rede de serviços (colégios, hospitais, shoppings, comércio) e opções de lazer (cinema, teatro, bares, restaurantes, praias), além da proximidade com a capital.

As principais empresas do setor elétrico (ELETROBRÁS, Furnas, ONS) e do setor energético (PETROBRAS, EPE) estão sediadas no Rio de Janeiro, oferecendo a possibilidade de estabelecimento de parcerias para realização de pesquisas. Além disso, recentemente o governo do Estado do Rio de Janeiro criou o projeto Rio Capital da Energia, que prevê investimentos que totalizam R$ 500 milhões até o ano de 2015. Neste cenário, o Rio de Janeiro se apresenta como um pólo atrativo para realização de pesquisas na área de Sistemas de Energia Elétrica.

 


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domingo, 21 de outubro de 2012

Exemplo de Aplicação do Procedimento Para Decisão de Investimento Basedo na Simulação de Monte Carlo - Etapa 2



Exemplo de Aplicação do Procedimento Para Decisão de Investimento Basedo na Simulação de Monte Carlo   - Etapa 2

Análise de viabilidade com base na Simulação de Monte Carlo – situação de risco

Através dos passos listados em seguida, busca-se mostrar, em detalhes, como a simulação pelo método de Monte Carlo foi utilizada para avaliar o risco associado ao projeto de investimento para a produção dos compósitos em formato de chaveiro. Propõe-se o uso do Excel®no desenvolvimento de algumas etapas do MMCS pois, esta possui algumas rotinas de cálculo que permitem os cálculos necessários para utilização da técnica MCS .
Passo 1 – Determinação das variáveis aleatórias: as variáveis aleatórias são aquelas que, ao longo dos anos, podem sofrer modificações. Dessa forma, influenciam diretamente no resultado da análise do investimento podendo modificar o VPL e, conseqüentemente, a TIR do projeto. As variáveis aleatórias do projeto, consideradas para a simulação de Monte Carlo, foram: a) vendas de chaveiros no primeiro ano (em unidades); b) lucro por chaveiro vendido no primeiro ano (em R$); c) crescimento estimado das vendas ao ano; e d) crescimento estimado dos lucros ao ano.
Para as vendas no primeiro ano, estipulou-se uma quantidade média igual a 24000 unidades, mesma quantidade utilizada em situação de certeza para o cálculo dos indicadores (VPL e TIR). Para o lucro médio no primeiro ano o valor adotado foi de R$ 0,50/chaveiro. Este valor foi adotado porque, em situação de certeza, calculou-se que o custo para produzir cada chaveiro é de R$ 1,50 e o preço de venda estimado foi de R$ 2,00/unidade. Logo, a diferença entre o preço de venda e custo unitário foi fator motivador para estipular o lucro unitário médio no primeiro ano. Já para o crescimento médio das vendas e do lucro, ao ano, estimou-se em torno de 10% e 5% respectivamente, com arrendondamento por simplificação. O lucro foi determinado como metade das vendas pelo fato de que possíveis aumentos nas matérias-primas podem ocasionar em uma redução no crescimento do lucro médio anual. A partir da média (predeterminada) de cada uma das variáveis aleatórias, estipulou-se, para menos e para mais, valores para cada variável aleatória, pois estes são necessários para o cálculo das probabilidades segundo a distribuição normal (distribuição adotada para ser associada às variáveis aleatórias consideradas para o projeto). Na Tab.(10), identificam-se os valores estipulados para cada variável aleatória.

Tabela 10 - Valores das variáveis aleatórias.

Vendas primeiro ano
Lucro unitário (R$)
Cresimento das vendas (%)
Crescimento dos lucros (%)
0
0
0
0
18000
0,2
4
2
19000
0,25
5
2,5
20000
0,3
6
3
21000
0,35
7
3,5
22000
0,4
8
4
23000
0,45
9
4,5
24000
0,5
10
5
25000
0,55
11
5,5
26000
0,6
12
6
27000
0,7
13
6,5
28000
0,8
14
7
29000
0,9
15
8,5
30000
1
16
9
31000
1,5
17
9,5
 

Passo 2 – Associação da distribuição de probabilidade normal às variáveis escolhidas: para o cálculo da distribuição de probabilidades normal é necessário conhecer a média e o desvio padrão das respectivas variáveis. Assim como a média, o desvio padrão também foi estipulado (10% do valor da variável) para cada variável aleatória analisada, sendo: 24000 unidades, R$ 0,50, 1% e 0,5%, para as variáveis vendas no primeiro ano, lucro unitário no primeiro ano, crescimento estimado das vendas ao ano e crescimento estimado do lucro ao ano respectivamente. Logo, com os valores das variáveis, da média e do desvio padrão, calculou-se, através da função “DIST.NORM” do Excel, a função cumulativa de probabilidades para cada variável aleatória, conforme dados na Tab. (11).
Passo 3 – Determinação do número de experimentos e dos números aleatórios para cada variável: cem experimentos foram estipulados para a simulação, ou seja, cem números aleatórios, através da fórmula “ALEATÓRIO”, foram gerados para cada variável aleatória.
Passo 4 – Realização da simulação das variáveis aleatórias: para a simulação de cada variável aleatória, utilizou-se a função de simulação do Excel “PROCV”. Esta função leva em consideração: o valor procurado, correspondente ao número aleatório, a matriz referente à função cumulativa e aos valores da variável aleatória, o índice (número) da coluna que corresponde aos valores da variável aleatória e, o valor lógico que encontra o valor da variável aleatória mais próximo (em ordem crescente) do número aleatório procurado, na coluna de probabilidades. A título de exemplo, a simulação da variável aleatória “vendas no primeiro ano”, para cinco dos cem experimentos realizados, pode ser verificada na Tab. (12).

Tabela 11 - Função cumulativa de probabilidade das variáveis aleatórias.

Função cumulativa
Vendas no primeiro ano
Função cumulativa
Lucro unitário
Função cumulativa
Crescimento das vendas
Função cumulativa
Crescimento dos lucros
0,00
0
0,00
0
0
0
0
0
0,01
18000
0,00
0,2
0,00
4
0,00
2
0,02
19000
0,00
0,25
0,00
5
0,00
2,5
0,05
20000
0,00
0,3
0,00
6
0,00
3
0,11
21000
0,00
0,35
0,00
7
0,00
3,5
0,20
22000
0,02
0,4
0,02
8
0,02
4
0,34
23000
0,16
0,45
0,16
9
0,16
4,5
0,50
24000
0,50
0,5
0,50
10
0,50
5
0,66
25000
0,84
0,55
0,84
11
0,84
5,5
0,80
26000
0,98
0,6
0,98
12
0,98
6
0,89
27000
1,00
0,7
1,00
13
1,00
6,5
0,95
28000
1,00
0,8
1,00
14
1,00
7
0,98
29000
1,00
0,9
1,00
15
1,00
8,5
0,99
30000
1,00
1
1,00
16
1,00
9
1,00
31000
1,00
1,5
1,00
17
1,00
9,5
 

Tabela 12 - Simulação de dez experimentos para a variável “vendas no primeiro ano”.

Experimento
Nº ALEATÓRIO
Simulação dasVendas
1
0,47
23000
2
0,41
23000
3
0,46
23000
4
0,86
26000
5
0,50
23000
 

Passo 5 – Formação dos fluxos de caixa: para cada um dos cem experimentos simulados (para todas as quatro variáveis aleatórias) foi gerado um valor, sendo este utilizado para a formação dos fluxos de caixa. O fluxo de caixa do ano zero é o investimento inicial do projeto (R$ 13.000,00), do ano um é formado pela multiplicação dos valores das vendas pelos valores dos lucros desse ano, do ano dois, é o valor do ano um acrescido das taxas de crescimento das vendas e dos lucros e assim por diante até o ano seis, pois o período de análise do investimento predeterminado foi de seis anos. Os fluxos de caixa dos seis anos, para os primeiros cinco experimentos, são mostrados na Tab. (13).
Passo 6 – Cálculo dos indicadores de avaliação financeira VPL e TIR: os indicadores VPL e TIR foram calculados para todos os fluxos de caixa simulados, através da função “=VPL” e “=TIR” respectivamente. Na função “=VPL” foi fornecido: o valor da TMA – taxa mínima de atratividade – do projeto (10%), os fluxos de caixa dos seis anos correspondentes ao período de investimento e o investimento inicial do projeto (R$ 13.000,00). Já na função “=TIR”, os valores de entrada foram o investimento inicial e os fluxos de caixa. Os VPLs e as TIRs para os cinco primeiros experimentos podem ser vistos na Tab. (14).

Tabela 13 - Fluxos de caixa resultantes da simulação dos cinco primeiros experimentos.

Fluxos de caixa resultantes da simulação
Ano 0
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Ano 6
-R$               13.000,00
9450
10915
12607
14561
16817
19424
-R$               13.000,00
11000
12590
14409
16491
18874
21601
-R$               13.000,00
14500
16516
18813
21429
24408
27802
-R$               13.000,00
10000
11550
13340
15408
17796
20555
-R$               13.000,00
11500
13346
15488
17974
20858
24206
 

Passo 7 – Construção da distribuição de freqüências dos valores de VPL para a confecção dos gráficos de freqüências acumuladas crescentes e decrescentes: a partir dos cem valores de VPL encontrados, construiu-se uma tabela com as classes de VPL, freqüências acumuladas crescentes (AC), freqüências relativas e freqüências acumuladas decrescentes (ACD). Para a determinação das classes de VPL utilizou-se o método do menor valor, onde o acréscimo de 5000 ao valor do menor VPL proporcionou um número de classes que não prejudicou a análise da simulação (um acréscimo de 1000 ao menor VPL, por exemplo, geraria a necessidade de um número de classes bem maior para cobrir toda a faixa de valores de VPL encontrados, podendo prejudicar a análise da simulação). A Tab. (15) mostra as classes de VPL e as freqüências acumuladas (crescentes, decrescentes e relativas).

Tabela 14 - Cálculo do VPL e da TIR para os cinco primeiros experimentos.

VPL
TIR
R$ 71.281,50
121%
R$ 53.405,59
96%
R$ 59.442,46
104%
R$ 68.497,77
116%
R$ 51.181,79
92%
 

Tabela 15 - Dados necessários para construção dos gráficos das freqüências acumuladas  e probabilidade.

Classes de VPL
Frequência (ac)
Frequência relativa
Frequência acd
R$ 37.392,09
1
1
100
R$ 42.392,09
6
5
99
R$ 47.392,09
17
11
94
R$ 52.392,09
34
17
83
R$ 57.392,09
49
15
66
R$ 62.392,09
71
22
51
R$ 67.392,09
89
18
29
R$ 72.392,09
94
5
11
R$ 77.392,09
97
3
6
R$ 82.392,09
100
3
3
R$ 87.392,09
100
0
0
 

Passo 8 – Confecção dos gráficos de probabilidade e de freqüências acumuladas crescentes e decrescentes: a Fig. 2 ilustra o gráfico gerado para as freqüências acumuladas crescentes e decrescentes e, também, para a função probabilidade. A função cumulativa crescente deve ser analisada como “menor ou igual”, por exemplo, a probabilidade é de 40% que o VPL pode ser menor ou igual a, aproximadamente, R$ 57.392,09. Por outro lado, as funções cumulativas decrescente analisam-se para maiores ou igual, por exemplo, a probabilidade é de aproximadamente 40% que o VPL pode ser maior ou igual a R$ 67.392,09. Em relação a função de distribuição de probabilidade, pode-se afirmar que o VPL de maior probabilidade, 23% aproximadamente, está entre R$ 62.392,09 e R$ 67.392.09, mais precisamente no ponto médio deste intervalo (R$ 64.892,09). Desta forma, o valor esperado do VPL para o investimento feito, após a simulação, é de aproximadamente R$ 64.892,09 (positivo), confirmando a viabilidade do projeto. Além disso, constatou-se que nenhum valor da TIR foi inferior a TMA estabelecida, o que comprova a total viabilidade do investimento, para as condições estabelecidas para as variáveis aleatórias simuladas.
Um importante fator que interfere fortemente na análise da simulação, diz respeito às mudanças “automáticas” ocorridas nos números aleatórios, toda vez que damos uma nova entrada ou salvamos o arquivo que contem a simulação novamente. Com isso, toda vez que o número aleatório é alterado automaticamente, há uma mudança nos valores de VPL simulados. Após várias mudanças propositais realizadas nos números aleatórios, verificou-se que o pior valor encontrado para o VPL foi –R$ 13.000,00. No entanto, analisando a frequência relativa, identificava-se, sempre, apenas um ou dois valores de VPL (dos cem simulados) iguais a –R$ 13.000,00. Isso quer dizer que o risco desta situação ocorrer é no máximo 2%, ou seja, o risco do projeto se tornar inviável é menor ou igual a 2%. A Fig. 3 mostra o gráfico do pior caso, após as diversas mudanças propositais feitas nos números aleatórios.
A análise econômica é baseado nos parâmetros financeiros VPL – valor presente líquido e TIR – taxa interna de retorno. A técnica de simulação de Monte Carlo (MCS) também é utilizada. Os resultados encontrados comprovam a viabilidade do projeto, uma vez que o VPL esperado para o investimento (R$ 64.892,09) foi positivo e as TIRs encontradas para os experimentos realizados foram sempre maiores que a TMA estabelecida. Além disso, utilizando a técnica de MCS com geração de números aleatórios para considerar as incertezas inerentes dos projetos, verificou-se um risco baixo (menor ou igual a 2%) para o projeto, ou seja, no pior caso, no máximo dois dos cem experimentos feitos, geram valores negativos de VPL que tornariam o projeto inviável. Desse modo, tem-se uma total viabilidade do projeto, pois o VPL encontrado (aproximadamente R$ 50.520,74) foi positivo e a TIR (aproximadamente 99,24%.) foi maior que a TMA estabelecida para o projeto (10%).
Assim, de acordo com as condições analisadas nesta pesquisa, investimentos em novos produtos a base de CPs e fibras de coco, além de ter benefícios econômicos, contribui para a preservação do meio ambiente. Este fruto muitas vezes é descartado em locais inapropriados (como em praias e ruas), agredindo o meio ambiente em que vivemos, e, portanto a divulgação de técnicas que possibilitem a sua re-utilização é considerado um assunto relevante também.

simulação de Monte Carlo, simulação, distribuição de frequencias, VPL

Figura 2 - Distribuição de freqüências dos valores de VPL.

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Figura 3 - Distribuição de freqüências dos valores de VPL para o pior caso.


Referências
 
Autor: Prof. Robson Marinho
 
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Exemplo de Aplicação do Procedimento Para Decisão de Investimento Basedo na Simulação de Monte Carlo - Etapa 1


Exemplo de Aplicação do Procedimento Para Decisão de Investimento Basedo na Simulação de Monte Carlo







Figura 1. Exemplo de chaveiros desenvolvidos no LAPOS.

Aqui um exemplo de aplicação desenvolvido no Laboratório de Polímeros e Sistemas (LAPOS) da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC é apresentado em conjunto com a aplicação das etapas envolvidas, permitindo ressaltar as vantagens do procedimento proposto seguindo as etapas apresentadas na seção anterior.
Etapa 1 – Levantamento das técnicas Utilizadas no Processo de Fabricação- Nesta seção são relacionados os materiais utilizados para a fabricação dos compósitos poliméricos em formato de chaveiros e, também, os procedimentos adotados para o processamento dos materiais. A técnica para o processamento das matérias-primas foi adquirida através de experimentos práticos realizados no laboratório LAPOS da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) em Ilhéus, BA (vide detalhes em Fornari Júnior & Souza, 2010).
Dois modelos de compósitos são fabricados no laboratório: os corpos de prova e os chaveiros. Os corpos de prova são utilizados para ensaios mecânicos de resistência à tração, flexão, compressão e impacto. No caso dos chaveiros, somente é utilizado como elemento de reforço a fibra do coco (chaveiros com fibras de piaçavas não são produzidos). As figuras 13 e 14 ilustram os chaveiros e corpos de prova (para ensaio de flexão) produzidos no LAPOS respectivamente.
As tabelas que seguem mostram o caminho percorrido até o cálculo dos indicadores VPL e TIR. Primeiramente, levantou-se os dados do investimento físico, conforme Tab. (1). Em seguida, foram calculados os custos fixos , relacionados na Tab. (2). Após o cálculo dos custos fixos, levantou-se os custos variáveis, relacionando a quantidade de matéria-prima e seu custo estimado, prevendo uma produção de 2000 chaveiros mensais, totalizando 24000 chaveiros/ano, vide Tab.(3). A Tab. (4) resume o custo da produção de chaveiros.

Tabela 1 - Investimento físico do projeto (fonte: LAPOS)

Investimento físico
Máquina
Valor (R$)
Estufa
4000
Agitador elétrico
1200
Peneira granulométrica
2400
Balança eletrônica
900
Moinho de bolas
4500
Total
13000

Tabela 2 - Custos fixos do projeto (fonte: LAPOS).

Custos fixos
Discriminação
Valor mensal (R$)
Depreciação (10% aa)
108,33
Manutenção (5% aa)
54,17
Tarifa de eletricidade
400
Outros custos (lubrificantes, material de limpeza etc.)
300
Total
862,50
Total/ano
10350,00

Tabela 3 - Custos variáveis do projeto.

Custo variável
Discriminação (Matéria-Prima)
Qtde Nec. Mensal
Valor (R$)
Valor mensal (R$)
Fibras de coco
2 kg
0
0
Resina poliéster
40 kg
17,00/kg
680
Iniciador
400 ml
20,00/100ml
80
Corante
600 g
1,50/45g
20
Argola
2000
0,05
100
Embalagem
2000
0,1
200
Silicone (forma)
5 kg (100 formas)
50,00/kg
250
Mão-de-obra
2
400
800
Custo variável mensal (para 2000 chaveiros/mês)
2130,00
Custo variável anual (Custo variável mensal x 12 meses)
25560,00
Custo unitário (Custo variável anual/24000 chaveiros)
1,07

Tabela 4 - Custos de produção resumidos do projeto.

Custo da produção
Discriminação
Custos fixos (R$)
Custos variáveis (R$)
Total (R$)
Custo mensal
862,50
2130
2992,50
Quantidade
2000
2000
2000
Custo unitário
0,43
1,07
1,50

O custo variável foi calculado para uma quantidade estipulada de 2000 chaveiros mensais. No entanto, a quantidade de chaveiros vendida não será a mesma para todos os anos. Assim, estipulou-se que, no primeiro ano, seriam vendidos 2000 chaveiros por mês, totalizando 24000 chaveiros no ano e, para os próximos cinco anos, já que o fluxo de caixa foi feito para seis anos, considerou-se que a venda de chaveiros aumentaria de cem unidades por mês a cada ano.  Esses dados são visualizados na Tab. (5).

Tabela 5 - Quantidade estipulada de chaveiros vendida em seis anos de projeção.

Quantidade de chaveiros vendidos
Ano
Vendas/mês (unidades)
Vendas/ano (unidades)
1
2000
24000
2
2100
25200
3
2200
26400
4
2300
27600
5
2400
28800
6
2500
30000

Como os custos variáveis dependem da quantidade de chaveiros produzidos, é necessário que se calcule o custo variável para cada quantidade estipulada anteriormente. Isso pode ser feito multiplicando-se o custo variável unitário (R$ 1,07) pela quantidade produzida no ano. Os resultados são mostrados na Tab. (6).

Tabela 6 - Custos variáveis para cada ano.

Custo variável/ano
Ano
Quantidade/ano
Custo variável total em R$ (Qtde/ano x R$1,07)
1
24000
25560
2
25200
26838
3
26400
28116
4
27600
29394
5
28800
30672
6
30000
31950

Somando-se o custo fixo total, vide Tab. (2), e o custo variável total de cada quantidade para cada ano, relacionados na Tab. (6), tem-se as saídas para cada ano, relacionados na Tab. (7).

Tabela 7 - Saídas do projeto por ano.

Saídas do projeto/ano (custo fixo/ano + custo variável/ano)
Ano
Saída total no ano (R$)
1
35910
2
37188
3
38466
4
39744
5
41022
6
42300

Após pesquisas realizadas no mercado, constatou-se que a maioria dos produtos com requisitos de sustentabilidade possui um valor agregado, o que os deixa com preços mais elevados que os produtos comuns. No caso do chaveiro, que já vinham sendo vendidos por discentes na UESC a R$ 2,00, o acréscimo no preço foi de 20% em relação aos chaveiros comuns e semelhantes a ele, que custam em torno de R$1,68, segundo dados levantados em sites que vendem brindes. Sendo assim, como o custo unitário de cada chaveiro é R$1,50, conforme a Tab. (8), o lucro unitário será de R$0,50. Após a determinação do preço de venda e da quantidade de chaveiros que seria vendida por mês e, com isso, no ano, pôde-se então calcular as entradas anuais do projeto.

Tabela 8 - Entradas anuais do projeto.

Entradas anuais
Ano
Quantidade/ano x Preço (R$2,00)
Entrada total no ano (R$)
1
24000 x 2,00
48000
2
25200 x 2,00
50400
3
26400 x 2,00
52800
4
27600 x 2,00
55200
5
28800 x 2,00
57600
6
30000 x 2,00
60000

Com os valores obtidos até aqui, pôde-se então elaborar o fluxo de caixa do projeto, conforme relacionado na Tab. (9). O fluxo de caixa foi calculado da seguinte forma: entrada/ano – saída/ano. A partir deste fluxo, calculou-se o VPL e a TIR, com o auxílio do software Excel®. A TMA considerada para o projeto foi 10%, duas vezes a taxa proporcionada pela aplicação do capital m caderneta de poupança. Assim: VPL=R$50.520,74 e TIR=99,243%. Essa análise, considerando apenas o VPL e a TIR, mostra que o projeto é viável. No entanto, ela não considera os riscos das variáveis aleatórias e, por isso, uma análise mais precisa e detalhada deve ser feita. Neste trabalho, essa análise detalhada é feita por meio da MCS, mostrada na seção a seguir.

Tabela 9 - Fluxo de caixa do projeto.

Fluxo de caixa (Entradas/ano – Saídas/ano)
ANO 0
ANO 1
ANO 2
ANO 3
ANO 4
ANO 5
ANO 6
-R$13000
R$12090
R$13212
R$14334
R$15456
R$16578
R$17700


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